Passou mesmo muito tempo. Horas, dias, semanas, meses... Mas pouca coisa mudou. Contrariamente, as pessoas mudaram. Eu já não sou como era, libertei-me de alguma da “escuridão” que me rodeava... E não falo só de mim. O Pedro também está diferente. “Converteu-se” à mesma “filosofia” que eu. Embora ele ainda seja muito marcado pelo mundo gótico, apercebemo-nos que o mundo emo era o nosso mundo. Provavelmente isso foi aquilo que sempre fomos.
Devo-vos uma síntese daquilo que tem acontecido, não é? Ora bem, o Luís acabou por ser apanhado, está a ser acompanhado. Às vezes ainda o via.
Eu e a Mónica agora somos amigas a sério. Eu já a desculpei por tudo aquilo que ela fez.
Já não estou em Lisboa. Os meus pais
decidiram viajar e eu vim com eles. Agora estou em França. Mas
tenho saudades de Lisboa, e daquilo que tenho lá. Daqui a dois dias
vou para a Alemanha. 
Quanto à Filipa... Falo com ela quase todos os dias. Namora com o Filipe há quase dois meses. Ele vai ficar lá ainda um bom tempo.
O Pedro... Bem, tenho saudades dele. Ele é mesmo muito especial e aquilo que vivemos foi muito importante para ambos. Sim, demos um tempo. Eu já estou em viagem à mais de um mês e achamos que era o melhor. Tenho conhecido pessoas novas, e tenho feito amigos em vários sítios: Paris, Londres, Barcelona, Madrid...
Não falo com ele desde que saí de Lisboa.
Desde que o vi pela última vez. Desde que o toquei pela última vez.
Vocês não têm noção. Ele agora está muito mais lindo. Mais do que
já era. 
Quanto a mim, ando bem. Sem problemas. Sem acidentes. Ando limitadamente feliz. Feliz por estar quase a ir para a Alemanha, mas mesmo assim, ansiosa por voltar para Lisboa.
Não voltei a sonhar com o Bill muitas
mais vezes. Nas vezes que sonho, apenas vejo a cara dele a olhar-me
com preocupação. Não consigo perceber o que isso significa. Afinal
de contas, está tudo bem! 
Talvez vos deva mostrar melhor como está a minha vida agora. Ora bem, aqui em França conheci um rapaz maravilhoso, tem sido como um melhor amigo provisório.
Ele é português, mas está aqui desde que nasceu.
Alan: Salut Ju!
Ju: Olá Alan. Então que vamos fazer hoje?
Alan: Não sei, isso é como tu quiseres.
Amanhã vais te embora não é? 
Ju: Sim.
Por isso vamos divertir-nos e aproveitar
hoje.
Alan: Sim. ^^ Sabes o que podíamos fazer?
Ju: Diz, diz. 
Alan: Um piquenique no parque.
Ju: Sim! É uma óptima ideia. 
Alan: Então vamos lá, passamos na minha casa e pegamos nas coisas.
O Alan é mesmo uma pessoa latamente. Já
estou aqui há cerca de três semanas. Conheci-o no primeiro dia. Na
semana passada fomos juntos pintar o cabelo.
O dele ficou mesmo lindo. Está preto mas o
corte é que faz com que ele tenha assim um cabelo tão
lindo.
Eu ainda não vos falei muito do Alan, mas
ele é liiindo! 
P.S.: Estamos a entrar na casa dele.
Alan: Queres-me ajudar?
Ju: Claro! Alan...?
Alan: Sim, Ju?
Ju: Eu já te tinha dito alguma vez...?
Alan: O quê?
Ju: Que tu és lindo? 
Alan: Ó Ju?! 
Ju: A sério, Alan.
Alan: Não, nunca tinhas dito. Obrigada
mas tu também sabes que és super linda. 
Ju: Obrigada. 
Ele veio ter comigo e ficou a olhar para mim. Depois beliscou-me a bochecha.
Ju: Ai... Alan! Isso dói!
Alan: Eh eh, és tão engraçada!

Ju: É, é. Sou engraçada, mas isso aleijou.
Alan: Vá, anda lá fofinha.
Ju: Eu dou-te a fofinha!
Ele riu-se. Agora que vejo bem, o Alan é mesmo espectacular e eu vou ter saudades dele. A pior parte é que não sei quando volto a estar com ele.
Alan: Ju? Acorda! Ainda te dói?
Ju: Não. Não, já não me dói.
Apanhou-me. Pelo menos, fiquei com essa impressão.
Alan: Está tudo bem?
Ju: Sim. Quer dizer... Vais ter saudades
minhas, quando eu me for embora? 
Ele parou aquilo que estava a fazer. Virou-se para mim apoiando as mãos no balcão da cozinha, atrás dele. Baixou a cabeça olhando para o chão. Fez um ar pensativo.
Eu não quis interromper. Fiquei à espera de qualquer sinal (de vida).
Encostei-me à parede, mesmo à sua frente. Ele permaneceu na mesma posição. Suspirei. Estava com a sensação que a pergunta que lhe fiz o tinha perturbado. Possivelmente ele não tinha pensado ainda muito no assunto. Virou-se, continuando a preparar as coisas. Limitei-me a não sair do lugar. Olhei para o chão. Vi... Sim! Lágrimas. O Alan estava a chorar!
Ju: Alan... :|
Ele continuou. Então uma força interior, vinda não sei bem de onde levou-me a ir rapidamente ter com ele. Foram cinco passos dados a correr. Abracei-o por trás com toda a força que tinha. Assustado, deixou cair as coisas que tinha na mão e ficou perplexo, sem saber o que fazer. Tornava-se complicado explicar o que eu estava a sentir.
Alan: Sabes...? Eu gosto muito de ti. Tenho tentado não pensar que te vais embora.
Ele devia continuar a chorar. Eu não tive, no momento, a certeza porque não tinha coragem para olhar para ele. Até que ele me largou as mãos da cintura dele, eu desencostei a cabeça das suas costas e ele virou-se para mim, olhando-me nos olhos.
Vocês não sabem, mas o Alan tem uns olhos azuis-escuros lindíssimos. E naquele momento estavam a olhar para mim, muito ansiosos. Caíam lágrimas pelo seu rosto. O Alan é lindo!!
Alan: Tu és tão linda! 
Ju: Alan... Por favor. 
Alan: Joana, eu gosto de ti! Eu gosto mesmo de ti. Custa-me muito isto tudo, sabes?
Limpei-lhe as lágrimas com o exterior da mão direita.
Ju: Tu és lindo Alan! Eu adoro-te. Tens sido como um irmão para mim. Não queria que as coisas “se estragassem”, que sofresses...
Ele fechou lentamente os olhos caiu-lhe mais uma lágrima, a última.
Ju: Alan, eu adoro-te tanto! *-*
Abracei-o com carinho. Parecíamos duas penas a flutuar.
Alan: Eu só queria saber uma coisa...
Os meus olhos viraram-se para mim, fixaram-me.
Ju: Diz-me.
Alan: Posso...?
Ele começou a chegar-se mais perto de mim. Ele queria beijar-me. Que havia eu de fazer? Virar a cara? Beijá-lo também?
Ju: Mas, Alan...
Ele não me deixou terminar. Beijou-me. O Alan beijou-me. Enquanto nos beijávamos eu pensava “tenho de parar isto já”. Mas na verdade, eu gostava de estar assim com ele, e foi isso que não me fez parar. Os nossos lábios moviam-me numa perfeita sintonia. Nunca um beijo tinha sido tão perfeito. Nunca duas pessoas foram tão cúmplices. Acerta altura, ele parou. Olhou-me de novo, mas desta vez tinha um sorriso maroto.
Alan: Tu és fresca! 
Foi inevitável, comecei-me a rir.
Alan: Vamos lá acabar de preparar isto. Não se pode perder tempo.











Queria me desejar as melhoras e marcar um
encontro comigo, parece que queria falar urgentemente comigo. Que
será? Bem, só espero que seja alguma coisa boa, as coisas não podem
ficar piores.
já ‘tava mesmo lá à minha espera. Os
meus pais avisaram-no, logo, que eu tinha que ir para a cama
descansar mais um pouco 










kero ++++++

estão sem ideias??
kero mais please 
pleaseeeeeeeeeee eeeeeee....lol..xD


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